RUBIACEAE

Manettia pauciflora Dusén

Como citar:

; Miguel d'Avila de Moraes. 2012. Manettia pauciflora (RUBIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

EN

EOO:

500,818 Km2

AOO:

20,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Sim

Detalhes:

Espécie endêmica da flora brasileira; ocorre nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro (Pessoa; Macias, 2012); segundo observações de coleta (Silva Neto, 763), está espécie ocorre a aproximadamente 2200-2500 m de altitude.

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2012
Avaliador:
Revisor: Miguel d'Avila de Moraes
Critério: B1ab(iii)+2ab(iii)
Categoria: EN
Justificativa:

Espécie de liana com restritividade de habitat, ocorrendo em florestas de altitude, entre 2200 m e 2500 m. Possui EOO de 437,16 km2 e AOO de 20 km2.Sujeita a duas situações de ameaça, no Parque Nacional do Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro, e no Pico do Itaguaré, em Cruzeiro, no estado de São Paulo. Espécie com distribuição geográfica restrita e ameaçada pela perda da qualidade do habitat, em consequência do aumento de incêndios.

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Espécie descrita em Arch. Mus. Nac. Rio de Janeiro 13: 27. 1905. Diferencia-se das outras espécies do gênero por apresentar a face interna do tubo da corola glabra, sem anel de tricomas (Macias, 2007).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Desconhecido

População:

Flutuação extrema: Sim

Ecologia:

Biomas: Mata Atlântica
Fitofisionomia: Campos Rupestres
Habitats: 1 Forest, 1.9 Subtropical/Tropical Moist Montane, 3 Shrubland, 3.7 Subtropical/Tropical High Altitude, 4 Grassland
Detalhes: Caracteriza-se por lianas; coletada com flores e frutos de Março a Julho, e em Outubro e Dezembro (Macias, 2007); segundo observações de coleta (Silva Neto, 763), esta espécie é trepadeira e semi-ciófila. Ocorre em Campos Rupestres (Macias, 2007).

Ameaças (2):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.7 Fire local high
O Parque Nacional doItatiaia apresenta ao longo de sua história episódios de incêndiosextensos e duradouros, como o ocorrido em 1963 que atingiu cerca de 10.000 ha,permanecendo ativo por mais de 40 dias. Aximoff & Rodrigues (2011), combase nos incêndios ocorridos em 2001 (600 ha), 2004 (600 ha) e 2007 (800 ha),sugerem padrão de ocorrência trienal para os grandes incêndios mesmo que emáreas não sobrepostas (dados dos limites do incêndio de 2004 não foramencontrados). De maneira a reforçar esta hipótese, em 2010 o PNI teve mais de1.100 ha de Campos de Altitude queimados em um único incêndio (Aximoff, 2011).
Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1.7 Fire local high
No Parque Nacional doItatiaia, os incêndios vêm progressivamente modificando a paisagem, ampliandoos limites das pastagens com a queima de Florestas Altomontanas e dos Campos deAltitude, modificando as comunidades vegetais, mesmo aquelas que o fogo nãoagiu diretamente, e por último, fazendo com que as espécies ameaçadas se tornemcada vez mais raras e difíceis de serem encontradas, como é o caso de Hindsia glabra (Rubiaceae), outrora comum e atualmente estárepresentada por poucos indivíduos isolados e restritos a pequenos espaçosentre grandes blocos de pedra (Aximoff; Rodrigues, 2011).

Ações de conservação (2):

Ação Situação
1.2.1.3 Sub-national level on going
Presumivelmente "Extinta" (EX) pela Lista Vermelha da Flora de São Paulo (SMA-SP, 2004).
Ação Situação
4.4 Protected areas on going
Espécie ocorre em unidade de conservação: Parque Nacional do Itatiaia, no Estado do Rio de Janeiro (CNCFlora, 2011).